Governo do Distrito Federal
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8/03/19 às 9h36 - Atualizado em 8/03/19 às 9h56

Mulheres ocupam 40% dos cargos de chefia na Emater-DF e mais da metade tem mestrado ou doutorado

 

 

Medica veterinária, Adriana Lelis, atende produtores do núcleo rural Tabatinga

 

 

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) tem 40% dos cargos de chefia ocupados por mulheres, média muito superior à nacional no setor agropecuário. De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, a participação feminina em cargos de gestão nas atividades relacionadas ao campo (agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura) é de 6%.

 

A Emater-DF tem 62 cargos de chefia e coordenação, dos quais 25 (40,3%) são ocupados por mulheres. A participação feminina no quadro da empresa e o nível de qualificação também são altos. Dos 280 funcionários da empresa, 138 são mulheres (49,2%), e mais da metade delas possui algum tipo de especialização (pós-graduação, mestrado e doutorado).

 

A diferença no perfil da Emater-DF em relação ao restante do país começa na presidência da empresa. Pela primeira vez em 40 anos de atividade, a Emater-DF é comandada por uma mulher – a advogada Denise Fonseca, funcionária de carreira que há 22 anos trabalha na empresa.

 

“Isso mostra que competência não tem gênero”, afirma Denise. “Sinto-me muito honrada por ser a primeira mulher a ocupar o cargo, porque é uma sinalização clara da valorização feminina em uma empresa que já tem um histórico de combate ao preconceito e à desigualdade de gênero.”

 

A médica veterinária da Emater-DF, Flávia Lage, trabalha na extensão rural desde 1993 e lembra que já passou por diversas situações desagradáveis, como a de um produtor que não queria ser atendido por uma mulher. “Mas hoje me considero uma profissional reconhecida.  Temos hoje muitas profissionais de referência no setor, muitas ocupando postos de gestão no serviço público e privado. Com investimento em muita capacitação vamos conquistando nosso espaço por mérito e competência. Mas acredito que o esforço feminino ainda é bem maior, pois em geral  além de muito exigentes com a qualidade do trabalho também nos cobramos muito em relação à família e em especial aos nossos filhos”, diz.

 

Mudança de paradigma

 

Na demais empresas de assistência técnica e extensão rural, a média de dirigentes mulheres é maior do que a média nacional. Das 27 entidades públicas de extensão rural existentes no Brasil, sete possuem dirigentes mulheres, o equivalente a 26% do total. Há oito anos, apenas uma tinha uma dirigente mulher.

 

O trabalho de extensão rural também tem mudado de forma a promover o empoderamento da mulher do campo. Na década de 1950, as economistas domésticas eram mulheres que prestavam assistência às esposas dos produtores, ensinando cuidados relativos à alimentação e saúde da família, hortas domésticas, reforçando a ideia de que o papel da mulher na sociedade na época restringia-se ao privado. Hoje, há programas, projetos e políticas públicas para que elas sejam protagonistas nas atividades produtivas.

 

 

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal - Governo de Brasília

Emater-DF

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