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Família sai da miséria com suporte da Emater e acesso a políticas públicas PDF Imprimir E-mail
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Qui, 14 de Setembro de 2017 16:16

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Relato de experiência de Carmelinda de Oliveira, agricultora do DF, foi um dos 93 inscritos e apresentados no VI Congresso Latino-americano de Agroecologia e X Congresso Brasileiro de Agroecologia

Mais de 90 relatos de experiência popular estão sendo apresentados em rodas de conversa no VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia e X Congresso Brasileiro de Agroecologia. Produtores de todas as regiões do Brasil e de países latino-americanos trocam experiências, inspiram os participantes e trazem inovações ligadas aos sistemas de cultivo de base agroecológica e organização social. Do DF, nove produtores acompanhados pela Emater-DF participam com seus relatos, levando e buscando inspiração juntos aos participantes.

Carmelinda de Oliveira foi uma das agricultoras que compartilharam suas experiências. Produtora da comunidade Cachoeirinha, na Região Administrativa de São Sebastião, Carmelinda vivia com cerca de R$ 80,00 por mês, vindos da comercialização de artesanato em fibra de bananeira. A situação piorou ainda mais quando o tio, Cícero de Oliveira, que era catador de lixo reciclável em Taguatinga, foi morar na chácara, levando dois filhos adolescentes. "Estávamos numa situação precária e desestruturados emocionalmente. Começamos a plantar para ter o que comer, mas não estava dando muito certo e resolvi bater na porta da Emater e pedir ajuda", conta Carmelinda.

Em 2012, a Emater-DF fez a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) da Carmelinda, fazendo com que ela pudesse acessar programas governamentais de incentivo à agricultura familiar, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), viabilizando a venda da produção para o governo. "Recebemos doação de adubo de frango para o plantio e caixarias para o transporte das hortaliças, e até um técnico Emater doou as primeiras mudas de alface para iniciar a produção", lembra.

Com a colheita da alface, em somente dois meses, Carmelinda conseguiu R$4.500,00, atingindo a cota anual de comercialização do PAA. Em seguida, Cícero assinou um contrato de parceria com a sobrinha e passou a produzir e comercializar também para PAA, alcançando também a cota de R$4.500,00.

"Com a nossa primeira participação no PAA conseguimos comprar insumos para continuar a produzir, investimos em irrigação e, por orientação técnica da Emater, iniciamos uma produção agroecológica de forma sustentável", diz.

Capacitação, certificação e comercialização

Para escoar a produção, Carmelinda e Cícero conseguiram uma banca na Feira do Produtor do Jardim Botânico. Mas, como não tinham transporte próprio, levavam a produção de ônibus até a feira. "A feira começava às 6h e eu só conseguia chegar às 9h. No início, tudo o que vendíamos não dava para a despesa da semana. Para economizar dinheiro, voltava da feira a pé para chácara, andando 21 km", lembra.

Em 2012, a agricultora participou de várias capacitações, oficinas, palestras e reuniões técnicas, referentes à produção agroecológica, por meio da Emater-DF. E, em 2013, foi criado o grupo de Organismo de Controle Social (OCS) de São Sebastião, permitindo que um grupo de produtores passasse a ter um registro de produção orgânica. "Foi aí que passei a vender os alimentos com um valor melhor e ter melhor aceitação dos clientes da feira do Jardim Botânico, que preferem os produtos orgânicos", contou.

Nesse mesmo ano, a família conseguiu adquirir um veículo utilitário para transportar seus produtos e um motocultivador para auxílio no preparo do solo, ambos com financiamento do Pronaf Mais Alimentos. "O carro ficou alguns meses na garagem, mas consegui tirar minha carteira de habilitação e desde então eu passei a chegar bem cedinho na feira, e com os produtos bem vistosos", contou.

Certificação orgânica

Para expandir a comercialização de seus produtos, a produtora e o tio buscaram o selo orgânico por meio do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg). Por meio dessa certificação por auditoria, obtiveram o certificado orgânico e, por opção, continuam fazendo parte do grupo OCS de São Sebastião.

Resultados

Hoje, a família conta com uma renda mensal de R$ 5.000,00, além de melhor alimentação, bem-estar e autoestima.

"Hoje nossa produção é orgânica, cadastrada pela OCS São Sebastião. Também já assinei o contrato com o IBD (Associação de Certificação Instituto Biodinâmico) para certificação por auditoria", diz.

Além de produzirem a maior parte das mudas, também fazem o próprio adubo orgânico e as caldas para controle de pragas e doenças, reduzindo os gastos nas lojas de produtos agropecuários, tornando a produção cada dia mais sustentável.

"Hoje há uma grande biodiversidade em nossa chácara. Possuímos uma nascente e um córrego com Área de Preservação Permanente (APP) intacta", diz.

CONGRESSO DE AGROECOLOGIA

O Congresso de Agroecologia 2017 é a realização simultânea do VI Congresso Latino-americano de Agroecologia, X Congresso Brasileiro de Agroecologia e V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.Os eventos são promovidos pela Sociedade Científica Latino-americana de Agroecologia (SOCLA) e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) e organizados em Brasília por uma comissão formada por representantes da Embrapa, Universidade de Brasília,  Emater- DF, Secretarias de Estado do GDF (Seagri e Sedestmidh), IBRAM e ISPN. Conta com o apoio de vários ministérios, organizações e movimentos sociais. O evento é patrocinado por BNDES, Itaipu Binacional e Fundação Banco do Brasil. Acompanhe as novidades www.agroecologia2017.com e nos perfis do facebook e instagram.

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